Especiais do Brasil


Graças aos surfistas - que nos anos 60 e 70 exploraram matas fechadas atrás de ondas perfeitas - muitas das belas praias do nosso litoral são, hoje, acessíveis aos simples mortais. Algumas continuam intocadas como Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha (PE). Outras entraram no circuito da badalação e se tornaram cenários de etapas de campeonatos de surf, caso de Joaquina, em Florianópolis (SC) e Maresias (SP).

Cacimba do Padre - Fernando de Noronha (PE)

Nos meses de verão, Noronha troca o título de "Capital do Mergulho" pelo o de "Point do Surf". Ondas tubulares perfeitas invadem a praia Cacimba do Padre e reúnem surfistas do mundo todo que desembarcam na ilha para participar de campeonatos. Ao redor, o Morro Dois Irmãos, a vegetação nativa e 900 metros de areia clara e fofa compõem a paisagem. Para quem não tem intimidade com as pranchas, a dica é apreciar o visual e as manobras radicais - da areia, claro!

Praia da Tiririca - Itacaré (BA)

No tradicional pico do surf de Itacaré, as ondas rápidas e difíceis quebram o ano inteiro, em especial nos meses de inverno - entre maio e julho - quando entram em ação as formações tubulares. Mesmo nessa época, as águas continuam quentinhas! Pequenina e protegida por paredões de pedra, Tiririca fica a menos de meia hora do Centro e reúne barracas em estilo rústico-chic, que oferecem guarda-sóis de sapê, almofadões e esteiras.

Guarda do Embaú (SC)

Considerada um dos melhores points para prática do surf - o mar tem ondas fortes - Guarda é também uma das praias mais bonitas de Santa Catarina. Para chegar até ela é preciso atravessar as águas calmas do Rio da Madre, que corre paralelo à praia. A travessia pode ser feita a pé, de barquinho ou à nado, como preferem os surfistas. No canto esquerdo, uma trilha vencida em meia hora leva ao alto da Pedra do Urubu, com linda vista. Na metade do caminho fica a Prainha, onde vale fazer um pit-stop!

Itamambuca - Ubatuba (SP)

Famosa pelas boas ondas, Itamambuca reúne a turma jovem e do surf o ano inteiro e em especial em julho, quando sedia campeonatos nacionais e internacionais. Extensa (são três quilômetros de orla), preservada e protegida por morros, oferece uma escolinha de surf para quem pretende ingressar no esporte. E quiosques para quem prefere apreciar as manobras de longe. O canto esquerdo tem águas mais tranquilas, atraindo famílias.

Joaquina - Florianópolis (SC)

"Joaca" ganhou fama na década de 70, quando suas ondas fortes foram descobertas pelos surfistas. De lá pra cá, tornou-se cenário de campeonatos nacionais e internacionais. No verão, praticantes do esporte de vários estados do Brasil aportam por lá em busca das formações. Além da turma do surf, é frequentada por adeptos do vôlei de praia e do futebol. Quem também faz a festa é a galera do sandboard: surf nas dunas em pranchas de madeira, que podem ser alugadas no local.

Maracaípe - Porto de Galinhas (PE)

Mais tranquila que a praia que dá nome à vila, Maracaípe fica agitadíssima quando sedia etapas de campeonatos nacionais e internacionais. As ondas, que chegam a dois metros de altura o ano todo, não afastam os visitantes - a maioria jovens - que lá encontram orla extensa e salpicada por areia branquinha, coqueirais e cajueiros, além de pousadas, bares e restaurantes.

Maresias - São Sebastião (SP)

A praia mais badalada e movimentada do litoral Norte tem areias finas e claras, mar verdinho, boas ondas e muitos surfistas. No verão, os quatro quilômetros da praia de Maresias são pura festa por conta do som de DJ´s, dos visitantes ilustres e desconhecidos, dos campeonatos de surf e também de bodyboarding, canoagem e natação. Fora da água e à noite também tem mais atrações: bares e boates lotados até a madrugada.

Prainha - Rio de Janeiro (RJ)

A praia preferida dos surfistas cariocas chama a atenção pelas boas ondas, mar limpo e a beleza natural - seus 700 metros são protegidos por morros cobertos por Mata Atlântica. Vale a pena chegar cedo para garantir estacionamento em local próximo. Nos quiosques, as pedidas são sanduíche natural, suco e açaí. No canto direito, restaurantes com vista panorâmica servem pasteis de camarão e pratos à base de frutos do mar.

Silveira - Garopaba (SC)

A preservação da praia - Silveira é a acessível por estrada íngreme de terra e não oferece quiosques ou barracas - garante o cenário selvagem, emoldurado por vegetação rasteira e enormes costões de pedra. Os surfistas dominam a área por conta das ondas fortes que quebram no canto direito, palco constante de campeonatos nacionais e internacionais.

Praia do Amor - Pipa (RN)

O cenário paradisíaco reúne mar azul, areias douradas e falésias, além de surfistas sarados e uma turma bronzeada. Na maré baixa, as piscinas rasas em meio a pedras e recifes permitem observar peixes e crustáceos. Caso o mar esteja bravo, aposte nas barracas de praia, que capricham nos petiscos e drinks. O acesso é pelo alto da falésia, em meio a escadas improvisadas. O visual lá de cima é espetacular.

Setibão - Guarapari (ES)

Deserta, escondida e com ondas fortes, Setibão é a preferida dos surfistas que frequentam o balneário. Mas quem não encara as formações encontra uma bela área de proteção de restinga, águas transparentes, sombra de castanheiras e, com sorte, desova de tartarugas marinhas. Recomenda-se ir com surfistas locais - o acesso é feito somente de carro, por ruas de terra e sem sinalização.

Itacoatiara - Niterói (RJ)

Distante do Centro, a praia mais bonita de Niterói tem paisagem marcada por águas cristalinas, areia fofa e vegetação abundante entre uma moldura de morros. É pico de surfistas, com movimento não só durante os muitos campeonatos que sedia. O canto direito é o preferido das famílias por conta de uma prainha com águas calmas. Já o esquerdo reúne a turma jovem, que costuma subir o costão para curtir o visual.

Itaúna - Saquarema (RJ)

Referência no surf nacional, Saquarema é considerada um dos melhores picos do país, já tendo sediado diversas etapas do circuito mundial. O cenário é sempre a praia de Itaúna, onde quebram as melhores e maiores ondas, que podem chegar a três metros. A turma do bodyboard também marca presença por ali, além dos turistas, que chegam em busca das barracas e quiosques.

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