Ilhabela (SP), para curtir em todas as estações

Não esqueça do repelente, uma vez que os borrachudos são tão famosos quanto as belezas da ilha!
22 de Janeiro de 2020

Diversão sempre garantida na praia da Armação Diversão sempre garantida na praia da Armação (foto: Heloisa Cestari)

Não tem época melhor para explorar esse pedaço de terra cercado de águas, considerado um dos mais belos da costa brasileira. No verão, o clima de badalação em Ilhabela se concentra especialmente nos beach clubs, que ficam abarrotados ao entardecer, assim como as praias do Curral, do Saco da Capela e os barzinhos da Vila, onde sempre rola um som ao vivo noite adentro.

No resto do ano, festivais se encarregam de manter a movimentação, reunindo desde velejadores e amantes da boa mesa até aqueles que sabem aproveitar qualquer forma de expressão artística para justificar um fim de semana à beira-mar, mesmo durante o inverno.

Com natureza preservada, a ilha esbanja charme em suas 42 praias cercadas de Mata Atlântica, cachoeirasnavios naufragadosrestaurantes de primeira e eventos que atraem visitantes o ano todo, faça frio ou calor. 

Cheguei chegando!
O acesso é por balsa e dura 20 minutos, mas pode ter filas quilométricas no verão ou em feriados. Para quem não quer ficar até quatro horas esperando, a alternativa é agendar a travessia, pagando mais caro. Passado o percurso, é hora de caprichar no repelente para espantar os borrachudos e explorar o que Ilhabela tem de melhor. 

Agências oferecem passeios de escuna, jipe e lancha por toda a ilha. Também é possível seguir de carro pelos 29km da pista à beira-mar que contorna o lado virado para o Canal de São Sebastião. Assim, você tem mais liberdade para conhecer Ilhabela no seu tempo. 

O roteiro do fim de dia ou quando a noite cai leva ao centro histórico, chamado de Vila. Passear ali é sempre um bom programa em meio a construções antigas, cafés, livrarias, lojas de artesanato, barzinhos... 

Vila é repleta de construções históricasVila é repleta de construções históricas (foto: Heloisa Cestari)

De norte a sul
Para quem está de carro, uma dica é tirar um dia para percorrer de carro as praias do lado urbanizado de Ilhabela. As da Feiticeira e do Curral, ao sul, viram point durante o verão. 

A primeira não tem quiosques, nem sequer sombra natural, mas seus 250m de faixa de areia com mar de tombo ficam incrivelmente lotados. E ainda servem de ponto de partida para o rapel na Cachoeira dos Três Tombos, a apenas 15 minutos de trilha. 

Quem busca mais conforto, deve seguir para a Praia do Curral, com barzinhos entre costões de pedra e toques extras de glamour no seu lado direito, por conta do luxuoso DPNY Beach Hotel.
 
DPNY lota nos meses de verãoDPNY lota nos meses de verão (foto: Tuca Reinés)

Logo adiante, a Praia do Veloso desponta com proposta completamente diferente. Sua orla – assim como a da belíssima Praia do Julião – é perfeita para famílias e praticantes de trekking, já que é de lá que parte a trilha para a Cachoeira do Veloso. 

Caso queira ficar por lá, estacione no camping e pergunte pelo caminho, pois não há sinalização. São 40 minutos de caminhada até a queda de 60m de altura. Na dúvida, contrate o serviço de um guia. 

Continue o passeio, agora para as praias do norte. As primeiras a serem avistadas são as de Saco do Indaiá, Santa Tereza – endereço do estrelado restaurante Marakuthai –, as tranquilas VianaSiriúba e, por fim, a misteriosa Garapocaia, também chamada de Praia da Pedra do Sino.
 
Para terminar a aventura, siga para a mais bela e distante praia com acesso pela avenida da orla: a do Jabaquara, cujo mirante forma um dos cenários mais incríveis do litoral paulista, sem casas nem condomínios, apenas a natureza. Um restaurante serve de apoio aos visitantes, que também podem chegar de barco para escapar do trânsito.

Mar aberto
Depois de conhecer o lado urbano da ilha, é hora de desbravar o lado de mar aberto da ilha. Isolado e com difíceis acessos, ele esconde as praias mais selvagens. Entre elas, Castelhanos, quase deserta e com boas ondas para os surfistas

Como o acesso é remoto, chega-se de barco, bicicleta, a cavalo ou em veículos 4x4 que percorrem a trilha de 22km em meio à Mata Atlântica protegida pelo parque. É para lá que a maioria dos passeios organizados por agências segue. 

Acesso para Castelhanos é por estrada repleta de aventuraAcesso para Castelhanos é por estrada repleta de aventura (foto: Miguel Schincariol - FCVB-SP)

Normalmente, o grupo é dividido em dois: metade vai de jipe e retorna em escunas que contornam a ilha, e a outra metade vai de barco e retorna nos veículos. A aventura dura o dia inteiro e é bom agendar com antecedência.

Se restar fôlego, é possível caminhar até as praias Mansa e Vermelha ou, no Canto do Ribeirão, iniciar uma trilha de 2km até a Cachoeira do Gato, com 80m. Os fãs do mergulho com cilindro, por sua vez, podem submergir à procura do naufrágio do navio espanhol Príncipe das Astúrias, que afundou em 1916 na Baía dos Castelhanos.

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