Centro Histórico de Ouro Preto (MG)

Carlos Alberto / Imprensa MG

Em 1980, o Brasil entrou pela primeira vez na seleta lista da Unesco. A antiga capital das Minas Gerais, construída no século 17, foi reconhecida mundialmente por manter a maior parte de suas características originais, como a arquitetura religiosa e a civil. Entre as joias preservadas estão as igrejas de São Francisco de Assis, considerada o ícone do estilo no país e obra-prima de Aleijadinho; e de Nossa Senhora do Pilar, ornamentada com mais de 400 quilos de ouro. Em meio às ladeiras de paralelepípedo que recortam toda a antiga Vila Rica, estão ainda chafarizes, capelas, museus e um belo casario colonial que guardam e contam histórias dos séculos 17 e 18.

Centro Histórico de Olinda (PE)

Hugo Acioly

Olinda foi a primeira cidade nordestina a receber o reconhecimento da Unesco. O centro histórico passou por poucas mudanças desde a sua fundação, sendo esse um dos motivos para a escolha da Unesco em 1982. O local remete ao século 16, período de ouro da cana de açúcar na colônia portuguesa. A área considerada Patrimônio Mundial Cultural tem 1,2km² e abrange mirantes onde o pôr do sol é digno de salva de palmas; igrejas com missas cantadas por monges e freiras; ladeiras por onde desfilam blocos de maracatu em plena tarde de domingo; e sobrados de estilo colonial com fachadas de azulejos dos séculos 18 e 19, hoje transformados em charmosos ateliês e restaurantes.

Ruínas de São Miguel das Missões (RS)

Fernando Gomes / Setur São Miguel

As ruínas de São Miguel das Missões, Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1983, é o único sítio histórico tombado no sul do país. Quase na fronteira com a Argentina, as construções do século 17 são consideradas um dos principais vestígios do período de influência dos padres jesuítas na região, habitada pelos índios guaranis. Entre as principais atrações está a monumental fachada de 30 metros de altura da catedral - ou o que restou dela, que impressiona pelas arcadas de inspiração romana e colunas coríntias. Bem preservado, o espaço exibe todos os dias o belo espetáculo Som e Luz, narrando a história do conjunto arquitetônico erguido pelas mãos dos índios.

Pelourinho, Salvador (BA)

Jota Freitas / Bahiatursa

Nenhum outro lugar da cidade reflete tão bem a alma da Bahia quanto o Pelourinho. Considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1985, o bairro na Cidade Alta tem mais de 800 coloridos casarões dos séculos 17 e 18. Vielas, ladeiras e largos concentram igrejas suntuosas como o conjunto de São Francisco, museus, restaurantes, lojas, ateliês, galerias de arte e um vaivém de gente de Salvador, do Brasil e do mundo. O bairro histórico merece uma demorada visita, em especial, às terças-feiras, quando acontecem as missas ao som de batuque na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 18h.

Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas (MG)

Carlos Alberto / Imprensa MG

O rico conjunto barroco, tombado como Patrimônio da Humanidade em 1985, leva a assinatura de ninguém menos que Aleijadinho. Em um plano inclinado com calçamento de pedra ficam as seis Capelas dos Passos, com imagens em cedro que retratam a Paixão de Cristo, pintadas por mestre Athayde. Já a basílica guarda em seu interior uma rica decoração rococó, com entalhes e relicários. A principal atração, porém, está ao ar livre: trata-se do adro, onde os doze profetas esculpidos em pedra-sabão dão as boas-vindas. As estátuas foram trabalhadas entre 1800 e 1805 e a imagem de Daniel é considerada o auge do talento do artista.

Plano Piloto, Brasília (DF)

Bruno Pinheiro / SETUR DF

Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade desde 1987, o Plano Piloto da capital brasileira foi planejado pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Os traços únicos dos mestres, aliados ao conjunto urbanístico e à arquitetura de design inovador, tornaram a cidade conhecida mundialmente. Entre os destaques estão a Catedral Metropolitana e seus belos vitrais, e os prédios modernistas que abrigam os palácios do Planalto e da Alvorada e o Congresso Nacional. Os jardins, projetados Burle Marx, pontuam a cidade dividida em Quadras, Asas e Eixos.

Parque Nacional Serra da Capivara, São Raimundo Nonato (PI)

Divulgação

A reserva foi criada em 1979 para preservar vestígios arqueológicos do que seria a mais remota ocupação humana da América do Sul, há cerca de 50 mil anos. Nos mais de mil sítios arqueológicos espalhados pelo parque são observados quilômetros de galerias cobertas por pinturas e gravuras rupestres. Tombada pela Unesco em 1991, a região abriga ainda belezas naturais surpreendentes como as formações rochosas observadas de mirantes, e flora e fauna típicas da caatinga.

Centro Histórico, São Luís (MA)

Secretaria de Turismo do Maranhão

São Luís foi fundada pelos franceses em 1612, mas coube aos portugueses darem à capital do Maranhão sua marca registrada - seu belíssimo estilo arquitetônico. Foram os lusitanos que deixaram como herança os mais de três mil sobrados e casarões dos séculos 18 e 19 que se espalham pelas ruas e praças do Centro Histórico, coroados como Patrimônio Mundial em 1997. Hoje, os antigos solares dos barões abrigam espaços culturais, museus, lojas e restaurantes que preservam em suas fachadas os coloridos azulejos portugueses.

Centro Histórico, Diamantina (MG)

Gil Leonardi

A fama da cidade começou com a descoberta das pedras preciosas, quando a cidade ainda era conhecida como Arraial do Tejuco, no século 18. Mesmo depois que os diamantes que seguiam para Portugal escassearam, a região continuou em evidência. Primeiro, por conta de suas personalidades, como Chica da Silva, a escrava que teve vida de rainha ao se casar com um contratador português; e o ex-presidente Juscelino Kubsticheck, o filho mais ilustre. Depois, em função do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco em 1999 e que revelou ao mundo um cenário intocado formado por igrejas barrocas e casario colonial em meio a ruas calçadas em pedra e iluminadas por lampião.

Centro Histórico, Goiás (GO)

GoiásTurismo

Antiga capital do estado, a pequena cidade preserva a arquitetura colonial pelas ruelas calçadas em pedra. Cortada pelo rio Vermelho e cercada de colinas, Goiás é repleta de detalhes que garantiram o título de Patrimônio Cultural da Humanidade em 2001 como a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, hoje Museu de Arte Sacra, o Museu das Bandeiras e o chafariz de Cauda. Bem antes da conquista, porém, suas riquezas já eram retratadas pela poetisa Cora Coralina. A casa de Cora, aliás, é um dos cenários mais visitados. Lá estão seus pertences e sua essência, através de seus livros e fotos.

Praça de São Francisco, São Cristóvão (SE)

Acervo Emsetur

Há seis anos, os sergipanos também exibem seu título mundial. A Praça de São Francisco, em São Cristóvão, ganhou o status de Patrimônio da Humanidade em 2010. Uma das mais antigas cidades do país, foi a primeira capital de Sergipe, fundada em 1590. Entre as riquezas do conjunto tombado estão o Convento de São Francisco, os museus Histórico e de Arte Sacra e a igreja de Nossa Senhora da Visitação, que remetem a uma imersão no período em que as coroas portuguesa e espanhola se uniram no Brasil.

Paisagens cariocas entre a montanha e o mar, Rio de Janeiro (RJ)

Ricardo Zerrenner / Riotur

Na Cidade Maravilhosa, o título conquistado em 2012 reúne o cenário urbano e também os elementos naturais, fundamentais para moldar e inspirar o desenvolvimento da capital. O conjunto tombado começa no Parque Nacional da Tijuca e se estende até o mar, incluindo seus principais cartões-postais como o Jardim Botânico, o Corcovado e a estátua do Cristo Redentor, os morros ao redor da Baía de Guanabara como Pão de Açúcar e Morro da Urca, e as paisagens desenhadas ao longo das praias de Copacabana, Ipanema e Leblon, que contribuíram para a deliciosa cultura da vida ao ar livre, tão presente entre os cariocas.

Conjunto Moderno da Pampulha, Belo Horizonte (MG)

Marcelo Rosa / Acervo Belotur

A conquista brasileira mais recente foi o Complexo da Pampulha, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade em julho de 2016. Encomendada nos anos 40 pelo então prefeito da capital, Juscelino Kubitschek, a Pampulha é uma obra assinada por ilustres artistas. Além do arquiteto Oscar Niemeyer, o conjunto modernista reuniu outros dois gênios: Roberto Burle Marx, responsável pelo paisagismo; e Candido Portinari, que assina o painel externo de azulejos da Igreja de São Francisco de Assis. Além da igreja, também fazem parte do complexo o Cassino (Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design), o Iate Golfe Clube (Iate Tênis Clube) e a residência de Juscelino Kubitschek (Casa Kubitschek). Para comemorar o título, uma extensa programação cultural movimenta a área até o fim do ano!

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