Artesanato de Caruaru (PE)

Um dos passeios mais bacanas pela cidade é o que leva ao bairro Alto do Moura. Por lá está a humilde casa onde viveu mestre Vitalino - hoje transformada em museu - e dezenas de ateliês de artistas locais que seguiram os passos do pioneiro. Os belos trabalhos em cerâmica representam cenas da vida nordestina e seus personagens, como retirantes, cangaceiros, trios de forró e bandas de pífanos e são vendidos a preços variados, para todos os bolsos. Além dos ateliês, as peças podem ser apreciadas também no Museu do Barro e do Forró, onde estão obras originais de Vitalino e de artesãos de outras cidades do estado.

Cerâmicas marajoaras de Belém (PA)

O primitivo artesanato em cerâmica marajoara é encontrado em abundância em Belém. Em forma de jarros, vasos e utilitários, as obras de arte ocupam as prateleiras das lojinhas da avenida Presidente Vargas. Por lá, há ainda peças indígenas como colares, arco, flecha e cestos. Na cidadezinha de Icoaraci, a cerca de 20 quilômetros da capital, também é grande a oferta das cerâmicas, espalhadas pelas feirinhas das praças da Matriz e de São Sebastião.

Cachaça de Salinas (MG)

Famosa por produzir as melhores cachaças do país, a pequena cidade no Vale do Jequitinhonha mantém as tradições. Berço de marcas famosas mundialmente, como Seleta e Salinas, preserva o trabalho artesanal: nos mais de 80 alambiques da região, os velhos tonéis continuam a ser usados durante o processo de envelhecimento da bebida. Para a alegria dos fãs da branquinha, esse ano a cidade ganhou o Museu da Cachaça, com mais de 1.700 rótulos espalhados por uma área de 13 mil metros quadrados! Na hora das compras, visite as lojas do centro, que vendem marcas variadas.

Garrafinhas com areia de Canoa Quebrada (CE)

O souvenir típico da região - as garrafinhas com desenhos feitos com areia colorida - encanta os visitantes e enfeita as casas de brasileiros e de muitos gringos! As areias de diversas cores vêm do dégradé das falésias da região, com nuances que vão do branco à terracota, sem contar as marmorizadas, encontradas na praia de Ponta Grossa. As peças são confeccionadas e vendidas na praia de Majorlândia, parada obrigatória dos passeios de bugue.

Queijo do Serro (MG)

A singela cidade história, apinhada de igrejinhas e casario colonial em meio a ruas estreitas e íngremes, é conhecida também pelo saboroso queijo que leva o nome do município. Desde 2008, o modo típico de preparo das delícias artesanais da região foi reconhecido e tombado como Patrimônio Cultural do Brasil. Na Cooperativa dos Produtores Rurais, na Praça Ângelo Miranda, o laticínio é encontrado em várias versões. Para eles, o queijo é mais que um produto agro-industrial: é uma herança que passa de pai para filho. Fazer um bom queijo é obrigação e motivo de orgulho!

Vinhos de Bento Gonçalves (RS)

O passeio pelas vinícolas de Bento Gonçalves sempre terminam em sessões gratuitas de degustação de tintos, brancos e espumantes. Além de experimentar os produtos antes de comprar, os visitantes encontram preços melhores que os praticados nas lojas, sem contar a maior variedade: os vinhos de produção limitada nem sempre chegam às prateleiras dos supermercados de outras regiões do país. Boa parte dos estabelecimentos está no Vale dos Vinhedos, uma área recortada por estradinhas emolduradas por colinas, araucárias e parreirais.

Cristais de Poços de Caldas (MG)

A tradição das fábricas de cristal de Poços de Caldas vem de longe: é mantida pelos descendentes de famílias de vidreiros artísticos que viviam na Ilha de Murano, perto de Veneza, na Itália. Duas fábricas da cidade são abertas para visitas à produção - Cá d`Oro e São Marcos - permitindo observar o cuidado dos artesãos ao fundir e moldar as delicadas peças. Além de conferir os trabalhos de produção do vidro, as fábricas oferecem lojas com toda a linha de peças.

Cerâmicas de Cunha (SP)

A cada feriadão, os ateliês de Cunha recebem uma leva de visitantes. Tudo por conta das "aberturas de fornadas" promovidas pelos ateliês de cerâmica da cidade. Alguns utilizam a técnica oriental dos fornos noborigama, construídos com tijolos refratários e capazes de produzir um calor de até 1.400 graus. Os efeitos coloridos e manchados nos vasos, pratos, luminárias e esculturas são produzidos por chamas que não são controladas pelos artesãos, o que torna o resultado do trabalho uma incógnita até mesmo para os artistas. Daí, o sucesso das fornadas e das vendas de peças exclusivas!

Panelas de barro de Guarapari (ES)

Parte do segredo das delícias capixabas certamente se deve às panelas de barro em que são preparadas. As peças, produzidas pelas "paneleiras", como são conhecidas as artesãs que as confeccionam, são vendidas ao longo da Rodovia do Sol em diversos tamanhos. Perfeitas para cozinhar pratos à base de frutos do mar, as panelas são usadas para moquecas, bobós e também para a Torta Capixaba, feita especialmente na Semana Santa e que combina siri, camarão, ostra e sururu, além de bacalhau e palmito.

Rendas de Fortaleza (CE)

Um dos mais belos trabalhos artesanais do Nordeste é a renda de labirinto, tradicional no Ceará. De origem árabe, a técnica foi trazida ao Brasil pelos portugueses. A confecção exige paciência: o tecido (linho ou cambraia) é esticado em uma grade e a rendeira o desfaz em alguns trechos, criando tramas geométricas que podem levar meses para bordar toalhas de mesa, colchas, blusas e vestidos. As peças são encontradas no Centro de Turismo, um prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e que funcionou como casa de detenção de 1850 a 1866.

Carrancas de Petrolina (PE)

As esculturas, algumas vezes assustadoras, colocadas na frente das embarcações que navegam pelo São Francisco são típicas da cidade pernambucana. Entre os trabalhos mais expressivos estão os da artesã Ana das Carrancas, falecida em 2008. Na releitura feita por ela, as imagens feitas de barro ganharam traços humanos e olhos vazados. Depois da morte de Ana, as filhas tomam conta da casa onde o trabalho é exposto e comercializado. Já na Oficina de Mestre Quincas (outro artista também já falecido), artesãos esculpem carrancas na madeira. Também há animais, santos e personagens do sertão.

Charutos de Cachoeira (BA)

Próxima a Salvador (130 km), a bela cidade histórica do Recôncavo Baiano é repleta de igrejas barrocas e sobrados preservados em meio a ladeiras e becos. Um passeio interessante é o de barco pelo Rio Paraguaçu. Do outro lado, na cidadezinha de São Félix, são fabricados os melhores charutos artesanais do país. Além de comprar, é possível acompanhar a manufatura e o acabamento dos produtos no Centro Cultural Dannemann.

Chocolates de Gramado (RS)

Lojas e fábricas da guloseima se espalham pelas avenidas e ruas do centro da cidade. Nos balcões, chocolates de todas as formas: barras, bombons, pastilhas, trufas, licor... Em alguns estabelecimentos, o visitante pode conferir de perto a produção das delícias, caso da Chocolates Planalto, da Florybal e da Prawer, onde todo o processo é artesanal. Antes de comprar, faça degustações para escolher os mais gostosos. Afinal, são dezenas de sabores!

Arte indígena de Porto Seguro (BA)

Quando o assunto é artesanato, os índios pataxós capricham! São bijuterias feitas com sementes e penas coloridas; peças de decoração em palha, cipó, bambu e argila, além de utensílios como travessas e talheres feitos em madeira. Artigos típicos como cocares, lanças e arco e flecha também são encontrados. Homens, mulheres e crianças oferecem os trabalhos nas praias de Porto Seguro e também nas vilas de Arraial d´Ajuda, Trancoso e Caraíva. Em Santa Cruz Cabrália, na aldeia da praia de Coroa Vermelha, os artigos são vendidos em lojinhas cobertas de sapê.

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